Eu não termino nada que eu começo

Ir atrás do que se deseja. Construir. Criar. Deixar um legado. Deixa a sua marca no mundo. Ter iniciativa. Alcançar os seus objetivos. Ter performance. Ser uma pessoa de resultado. Fazer algo da vida. Escrever um livro. Plantar uma árvore. Ter um filho. Assumir responsabilidades. Ser uma pessoa de responsabilidades. Ter um objetivo de vida.

Parece que estamos sempre correndo atrás de algo para fazer, de um objetivo a alcançar e de uma vitória a conquistar. O grande problema é que nem sempre se termina aquilo que se propõe a fazer – e podemos ser acometidos por um pensamento fixo continuo de “eu não termino nada que eu começo” –  e sempre que isso acontece somos acometidos de culpa, tristeza e outros sentimentos negativos que muitas vezes ao invés de trazer aprendizado, trazem uma espécie de bloqueio que não nos permite fazer aquilo que nos comprometemos a fazer.

Abaixo listo os quatro principais motivos que nos impedem de terminar aquilo que começamos. É importante dizer que os motivos por não fazermos algo está em um nível muito mais profundo do que a famigerada procrastinação.

FALTA DE OBJETIVIDADE, SIGNIFICADO OU RELEVÂNCIA

A falta de objetividade é sem dúvida alguma um dos principais fatores para não terminarmos aquilo que começamos. Quando não se reconhece a razão de fazer algo, o por que daquilo, quase sempre se perde o entusiasmo e a deixamos incompleta no meio do caminho.

Muitas vezes também deixamos de fazer algo quando, além de não vermos significado naquilo, somos forçados a fazer o que não queremos ou o que não entendemos.

O que fato é que fazer uma atividade por fazer, sem ter uma razão clara e o que vai se obter dela, já é um grande fator para não continua-la. Mesmo para aqueles tipos de pessoas que gostam da experiência de aprender ou de fazer algo novo – e não necessariamente do resultado que se obtém dele – tem dificuldades em fazer algo que não tragam algo que considerem positivo ou construtivo.

FALTA DE DESAFIO

Outro grande fator de desistência das pessoas é a falta de desafio em cumprir ou realizar um determinada ação. Geralmente, isso acontece por que nos comprometemos com um objetivo não desafiador, fácil, que não nos estimula a usar os nossos talentos e habilidades.

A grande questão aqui é o que está por trás de não assumir algo realmente desafiador e nesse ponto, invariavelmente, esbarramos em dois fatores: medo do fracasso ou medo do sucesso.

O medo do fracasso é o sentimento frustração que temos quando não somos capazes de atingir o resultado que nos propomos. Atingimos um estado maior de frustração quando nos propormos a realizar algo, que no nosso julgamento seriamos capazes de realizar sem maiores problemas, e fracassamos miseravelmente.

No entanto, medo do sucesso é o que mais me intriga. Ele é a sensação de não estar preparado ou não ser merecedor de algo. Geralmente, quem tem medo do sucesso não se acha merecedor de algo e, inconscientemente, se auto sabota a ponto de não se desafiar.

FALTA DE RESULTADO

Inversamente proporcional a falta de desafio, temos como fator de desistência das coisas a falta de resultado: desistimos de algo não porque não estávamos preparados para colher os louros que ele traria ou por medo de não alcança-lo, desistimos por que falhamos.

E muitas vezes falhamos miseravelmente. Não evoluímos minimamente na atividade e o pior de tudo, não vemos alternativas para melhorar o nosso desempenho por mais que se queira.

Quando temos essa barreira, a barreira da incompetência, é necessário ter consciência e atenção para sabermos o que é necessário fazer para melhorar a nossa performance. Pode ser mais conhecimento técnico, mais conhecimento geral, gestão e planejamento de resultados, orientação profissional e etc.

Um ponto importante é que a falta de resultado pode ser veiculada a falta de estratégia ou mesmo a definição do que é resultado e o que deseja – afinal, se você não sabe o que quer, qualquer coisa serve.

ENTRETENIMENTO

Esse é o meu predileto.

Adoro a afirmação do Tony Robbins quando ele diz que não estamos na Era da Informação, mas de que estamos na Era do Entretenimento.

Muitas vezes desistimos das coisas porque não queríamos nada delas além de entretenimento – diversão, ter algo para nos entorpecer, ter algo para fazer sem ter a responsabilidade de se comprometer com algum tipo de resultado ou algo do tipo.

E perceba, não há nada de errado em fazer isso desde que se tenha consciência de que a atividade é meramente algo para se divertir, leve, sem qualquer peso ou responsabilidade por algum tipo de retorno que não seja lúdico.

Não podemos nos cobrar por algo que tem justamente a função de não ter qualquer tipo de cobrança.

Infelizmente, com todos os estímulos visuais e sociais que temos hoje, somos bombardeados com por muitas atividades e coisas novas que são despertam o nosso interesse.

A grande questão é: iremos fazer algo por um objetivo claro, que me desafie ou puramente por passar pela experiência de fazer essa atividade.

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Formado e pós graduado em marketing, trabalhou na área até cansar de viver uma vida de bosta sem sentido algum e decidir largar tudo pelo seu sonho de ajudar as outras pessoas a terem uma vida tesuda através do autoconhecimento e ação. Além disso, gosta de negócios, esportes, cerveja, charutos e todo o tipo de coisa nerd. É co-fundador do Geração de Emprego e é headhunter profissional e por vocação.

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