Não importa o caminho

Em termos práticos, ao pensarmos em filosofias e meios de administrar as nossas vidas, no que tange ao atingimento de metas e objetivos, podemos resumir tudo em duas grandes esferas de pensamento e postura: devemos estabelecer um objetivo e ir atrás dele ou acreditar que as coisas acontecem por que devem acontecer.

Quando acreditamos que devemos estabelecer metas e objetivos para conquistarmos, temos uma falsa ideia de controle sobre as circunstâncias e acontecimentos que se seguirão. Fazemos planos, traçamos estratégias, nos preparamos física e mentalmente para algo que muitas vezes fracassa miseravelmente justamente naquele ponto em que não foi planejado. Os especialistas dizem que é assim mesmo, “mire na lua que se você acertar uma estrela, você já está no lucro” ou ainda “toda jornada começa com o primeiro passo” e coisas do tipo. É claro, muitas vezes realmente atingimos aquilo que queríamos, muitas vezes mais fácil do que imaginávamos e outras vezes não chegamos nem perto e podemos até nos frustrarmos com esse fracasso.

A outra face deste direcionamento é quando acreditamos que as “coisas” acontecem por que tem que acontecer e o nosso papel é apenas aceitar o que vem e viver da melhor forma possível. Nesse tipo de filosofia existencial tudo acontece por uma razão e tudo não acontece também, apenas não temos o controle de nada.

A grande verdade é que não importa no que você acredita, mas sim como você lida com os fatos e acontecimentos que forem acontecendo, tendo você planejado por eles ou não.

A melhor filosofia de vida é aquela que funciona para você e antes de sair por aí dizendo o que funciona ou não é preciso entender o que é “funcionar”. Muitas pessoas vivem pulando de modelos de vida, de estratégias e de filosofias de vida incessantemente sem ao menos entender aquilo que buscam e aquilo que as satisfará.

E mais, esse vício circular de buscar sempre algo novo sem saber o que realmente se deseja, se torna um circulo vicioso e muitas vezes escolhemos o movimento apenas para estar em movimento, como se estar em movimento fosse mais importante do que a direção a se seguir.

Afinal, se buscamos algo, devemos ir na sua direção, não?

A grande questão aqui é ter consciência (sempre ela!) sobre a razão de fazermos o que fazemos.

Quando tomamos as nossas decisões de maneira consciente, não importa a filosofia ou modelo de vida, estamos fazendo algo de maneira presente, donos da situação.

Desta forma, de alguma maneira, chegaremos lá – seja lá onde “lá” for.

Formado e pós graduado em marketing, trabalhou na área até cansar de viver uma vida de bosta sem sentido algum e decidir largar tudo pelo seu sonho de ajudar as outras pessoas a terem uma vida tesuda através do autoconhecimento e ação. Além disso, gosta de negócios, esportes, cerveja, charutos e todo o tipo de coisa nerd. É co-fundador do Geração de Emprego e é headhunter profissional e por vocação.

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